A partir de hoje, dedicamos um espaço às lembranças de enxadristas e ex-enxadristas sobre o Clube. Trata-se de uma forma de resgatar um pouco de nossa história recente.   

        Agradecemos a Edson Kenji Tsuboi pelas respostas que seguem.

       

 

Minhas lembranças do Clube de Xadrez São Paulo

 

                                              

 

1.      Qual a época em que mais frequentou o clube?

Tornei  me sócio do Clube em 1975 e o frequentei  assiduamente até o fim da década de oitenta.

2.      Qual o papel do clube na sua formação como enxadrista?

                  Antes de conhecer o Clube, interessei-me pelo xadrez e aprendi as primeiras lições com o “Manual de Xadrez” de Idel Becker. Além disso, jogava esporadicamente com um pequeno grupo de amigos. Depois de me associar ao clube joguei os meus primeiros torneios e pude ter uma noção mais clara do que era o xadrez competitivo. Nessa época o CXSP era um grande centro enxadrístico  e tinha como sócios vários dos mais fortes enxadristas do Brasil. Durante cerca de quinze anos participei de inúmeras competições, desde torneios de xadrez relâmpago aos sábados, torneios de xadrez rápidos às sextas feiras e principalmente dos torneios de xadrez pensado (torneios abertos, torneios internos do clube, campeonatos estaduais,  nacionais, torneios válidos para rating internacional, torneios de norma, etc.) realizados no clube. Era um ambiente  favorável ao desenvolvimento de qualquer jogador, desde o iniciante ao mais avançado.  Após adquirir um pouco mais de experiência nos torneios "menores", o confronto e o contato  relativamente frequente com jogadores como Herman, Helder Câmara, Segal, Antonio Rocha, Filguth, Cícero, etc (poderia citar vários outros enxadristas) contribuíram muito para o meu desenvolvimento enxadrístico. Nunca tive professores, mas a minha escola foi o Clube.

3.      Cite e comente um episódio marcante do CXSP.

  O evento que me vem imediatamente à memória é o Internacional realizado em 1979. Contou com grandes nomes daquela época Korchnoi (vice-campeão do mundo), Ljubojevic, Andersson, Robert Byrne, além dos brasileiros Sunye, Herman, Rocha, Segal, Cícero. Foi construída uma sala especial  (aquário) para sediar o torneio. Alguns sócios foram recrutados para trabalhar na confecção dos boletins, outros para anotar as partidas, outros para reproduzi-las em murais. Foi um sucesso e houve uma grande afluência do público para assistir diariamente às partidas.