Minhas lembranças do Clube de Xadrez São Paulo

No início dos anos setenta, graças ao campeonato mundial, no mundo inteiro, milhares de pessoas se interessaram pelo xadrez. O Brasil não ficou alheio ao grande impacto causado pelo confronto realizado em 1972 entre o campeão Boris Spassky (1937-) e o genial desafiante – Robert James Fischer (1943-2008). O CXSP acolheu, na época, jovens brilhantes, que contavam entre 14 e 18 anos. Esses garotos, impulsionados pela febre deflagrada pelo match do século, reuniam-se no salão do 3º andar da Rua Araújo, para analisar, com os enxadristas experientes, as partidas dos grandes-mestres. Nos anos seguintes à disputa de Reykjavík, o Clube viu seu quadro de sócios aumentar. Desnecessário dizer que esse período legou-nos dezenas de excelentes jogadores. Dessa safra excepcional, verdadeiro boom de talentos, faz parte Geraldo Luis Wohlers Silveira, que prontamente nos atendeu e a quem somos gratos pelas respostas que seguem: 

 

    1. Qual a época em que mais frequentou o clube?

 

1974-90;

 

 

2. Qual o papel do clube na sua formação como enxadrista?

 

 

 Fundamental, como polo superior de referência esportiva na modalidade, propiciando interação plena com os expoentes da arte, em ambiente saudável e familiar; em caráter secundário, trouxe-me o desenvolvimento profícuo de importante círculo de amizade que, tendo como nascedouro o xadrez, tornou-se conquista perene em alguns aspectos;

 

 

        3. Cite e comente um episódio marcante do CXSP.



 Eleição do Presidente Dr. Anthualpa do Valle Nogueira (em 1988, se não me engano):- movimento cívico sem precedentes, caracterizado pela mais aguda solidariedade associativa que testemunhei, visando ao reerguimento do Clube. Ali, como hoje, sobressaiu a figura austera e empreendedora de nosso valorosíssimo Presidente atual, Dr. Celso Villares de Freitas.