Quando Segal enfrentou o Korchnoi no CXSP…

Artigo escrito pelo MI Mauro de Souza

MI Alexandru Segal 04/10/1947 — 06/01/2015

Eu e o mestre internacional Alexandru Sorin Segal, falecido em 2015, éramos muito amigos, quase inseparáveis principalmente nos últimos anos de sua vida. Lembro que lá pelo ano de 2010 saíamos para jantar após as competições no clube, juntamente com amigos como o Marcelo Carpinetti, Edmundo Aoyama, Otávio Assad, Abílio Godoy, Tony Monti, Emílio Ishikawa e outros. Nesses encontros, Segal adorava contar causos do tempo na Romênia, seu país natal. A história da partida a seguir, jogada na sede do Clube de Xadrez São Paulo em 1979, era uma de suas preferidas. Para ele, pouco importava tratar-se de uma derrota (ele era uma pessoa sábia demais para olhar para o xadrez apenas pela ótica da vaidade). O que importava mesmo era a diversão do enredo da partida.

A verdade é que, após a perda da qualidade, a posição das Negras já era insustentável. Um peão pode compensar uma qualidade em muitas posições, mas não na da partida. A presença do peão passado em d5, torres dobradas na cara do rei e uma dama pronta para entrar “rasgando” são fatores decisivos que independem da quantidade de vinho que o adversário tenha bebido…

O mestre Alexandru Segal, enxadrista brasileiro nascido na Romênia durante o regime soviético, foi um dos grandes jogadores a fazer parte do quadro de sócios do Clube de Xadrez São Paulo, amigo e querido por muitos que passaram pelo clube ao longo de mais de trinta anos de convivência. Ao reproduzir aqui essa “famosa” história, analisando também a partida, espero ter prestado uma singela e merecida homenagem a esse grande amigo.

Quando Segal enfrentou o Korchnoi no CXSP…